sexta-feira, 26 de setembro de 2008

APARELHOS UTILIZADOS POR NÓS CEGOS

O QUE É UMA BENGALA:




A bengala é um instrumento muito útil para o deficiente visual. Ela serve para ajudar a pessoa a se locomover em ambientes desconhecidos, ou em ruas e calçadas.
Atualmente vários cegos estão deixando a bengala de lado e utilizando cães- guias. O único problema é que a sociedade não está muito preparada. Muitos são barrados em locais públicos, como metrôs, teatros e outros.
Muitas pessoas confundem bengala com muleta. Muleta é um instrumento de apoio para indivíduos que sofreram algum tipo de problema nos membros inferiores.
A bengala serve para que a pessoa "perceba" os obstáculos que estão à sua volta.
Existem muitos modelos de bengalas. A mais comum é a dobrável.
A bengala dobrável é dividida nas seguintes partes: Luva, Gomos, Ponteira e o elástico.
A luva serve para a pessoa segurar a bengala. Os gomos constituem o corpo da bengala. Eles são unidos por meio de um elástico. O elástico fica preso na luva e na ponteira. A ponteira é a parte que fica em contato com o chão.
Quando a bengala não está em uso, basta ir puxando os gomos, que ela se dobra. Quando vai usar, basta soltar que ela se abre rapidamente.
Com o grande avanço da tecnologia, já existem aparelhos que ajudam o cego na locomoção. Estes aparelhos são dotados de ultrasons, e já existem alguns comandados via satelite.

O QUE É UM ASSINADOR?


O assinador é usado como guia, para que o cego possa escrever em letra comum o próprio nome, assinar um cheque, e fazer outras atividades em que se torna necessária a escrita convencional.
Existem vários modelos de assinador; o mais comum é composto de uma borracha, para que o mesmo não deslize no papel. Sobre a borracha é colada uma placa de aluminio, com uma pequena abertura, para que a pessoa possa escrever. Alguns modelos possuem uma linha flexível para facilitar a escrita.

Com um bom treino, a pessoa cega pode escrever normalmente, usando uma boa caneta ou lápis

O QUE É O SOROBÃ?

O Sorobã é um aparelho de cálculo usado já há muitos anos no Japão pelas escolas, casas comerciais e engenheiros, como máquina de calcular de grande rapidez, de maneira simples.

Na escrita de números reside a principal vantagem, que recomenda o sistema sorobã como método ideal de cálculo para deficientes visuais. Com alguma habilidade o deficiente visual pode escrever números no sorobã com a mesma velocidade ou até mesmo mais rápido que um vidente escreve a lápis no caderno.
O Sorobã está dividido em dois retângulos: um largo com 4 rodinhas em cada eixo e, outro estreito com apenas 1 rodinha. Serve de separação entre os retângulos uma tabuinha chamada régua, que tem, de 3 em 3 eixos um ponto em relevo, tendo seis ao todo. É junto da régua que se escreve e que se lê os algarismos. Para se calcular com o Sorobã, coloca-se o mesmo sobre uma mesa de modo que o retângulo largo fique mais próximo de quem vai calcular.

O LAZER:


Quem pensa que cegos não gostam de um bom jogo, está redondamente enganado! Existem vários jogos adaptados, entre eles: baralho, xadrez, dama, jogo da velha, entre outros. Também existem aqueles jogos feitos em computadores, como: jogo da forca, jogo da memória e outros.

Conheço vários amigos cegos que gostam de um bom futebol, como eu! Nas bolas adaptadas existem guisos que fazem barulhos, e por isso os cegos sabem onde ela está.

Tambem existem aqueles jogos que não precisam ser adaptados, como o dominó.


O QUE É BRAILLE?





O braille é um sistema de escrita utilizado por cegos. Ele recebe o nome de seu inventor( Louis Braille), que também era cego, e com 15 anos inventou o sistema.

O braille é composto por 6 pontos em relevo, que formam 63 conbinações. Com ele é possível fazer letras, números, símbolos químicos e matemáticos.

A escrita do braille pode se realizar por várias maneiras:

A mais antiga e a mais utilizada é a reglete e o punção.

A pessoa prende o papel na reglete, e com o punção vai fazendo todos os pontos que formam as letras.

A segunda maneira são as máquinas de datilografia.

Existem muitos modelos de máquinas de datilografia. Com elas o trabalho se torna muito mais rápido que na reglete, pois a pessoa não precisa fazer ponto a ponto com o punção.

Com o avanço da informática, ja é possivel produzir um braille com ótima qualidade em impressoras especiais. Também ja é possivel imprimir gráficos, o que não era possível nas máquinas de datilografia.

Os livros são produzidos em grandes gráficas informatizadas.


COMO OS CEGOS USAM O COMPUTADOR:


A informática vem sendo utilizada em grande escala pelos deficientes visuais.

Hoje existem muitos deles trabalhando com a computação. O próprio governo os emprega , como analistas de sistemas, programadores e outras funções.

Muitas pessoas perguntam como decoramos o teclado. O teclado é um comum, sem adaptações. Verifique em seu teclado a existência de três pontos, no "F", "J"e o "5" da calculadora. Estas saliências ajudam a memorizar a posição das outras teclas; (o d fica ao lado esquerdo do f, o m fica embaixo e ao lado direito do j, e assim sucessivamente).

Quando estamos com muita prática na digitação, podemos usar o computador com a soletragem das teclas desligada. Às vezes a fala deixa o trabalho um pouco lento.

No caso do mouse, fica um pouco complicado o seu uso, pois não podemos saber em que região da tela está localizado o cursor. Mas em alguns casos se faz necessário o uso do mesmo, como por exemplo em programas de desenhos. Também há outras maneiras de "simular" um mouse.

Hoje todos os pcs que estão saindo de fábrica podem falar. O computador que nós cegos usamos é normal, com apenas alguns programas especiais, às vezes com algum periférico, como por exemplo sintetizadores de voz, impressoras braille, display braille e outros.

Os programas que utilizamos são leitores de telas, como o Virtual Vision, Jaws, Window Bridge e outros, que falam as informações escritas na tela para que, por exemplo possamos usar o Word, uma agenda ou qualquer outro programa do Windows.

Também existem programas desenvolvidos especialmente, como o DOSVOX

PROJETO DOSVOX

DOSVOX é um sistema de computador feito para os deficientes visuais, que funciona sob o Windows.

Este já conta com mais de 3000 usuários cadastrados por todo o Brasil, e alguns em Portugal e Uruguai. Foi desenvolvido no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ), pelo professor de computação gráfica José Antonio Borges

O DOSVOX possui uma história muito longa, mas que tem grande valia na inclusão dos cegos na sociedade.

É um sistema que "conversa" com o usuário. Através de comandos simples, o cego pode facilmente interagir com o computador. Em uma semana de uso, a pessoa ja está apta a fazer as atividades normais.

O sistema é composto de mais de 60 utilitários, entre eles:

Programas para Internet, Jogos, Programas de multimídia, Editor de textos, sistema de impressão e utilitários diversos.


SITE DO PROJETO DOSVOX

Fonte:http://intervox.nce.ufrj.br/~fabiano/


5 comentários:

Letícia disse...

Muito legal!!esse site.achei bem interresante todas as informações ditas aqui..parabéns..acho que temos que começar a erradicar esse preconceito que tem abrangido grande parte da população!!..bjãO

Blogger disse...

Espetacular as informações. Pretendo fazer uma feira de conhecimento em 2012 enfocando a inclusão, e me deu várias ideias. Parabéns!!!!
Silvãnia

Blogger disse...

Espetacular as informações. Pretendo fazer uma feira de conhecimento em 2012 enfocando a inclusão, e me deu várias ideias. Parabéns!!!!
Silvãnia

Renato Cezar de Oliveira Hitrz disse...

Boa noite.
Muito bom seu blog.Parabéns.
Estou postando em meu blog o link do seu para divulgação.Muito útil para professores que trabalham nesta área e muitas vezes não encontram material para dar um up em suas aulas.
Continue com este trabalho que é muito valioso.
Saudações.
Prof. Renato Hirtz
http://coisastantasderenatohirtz.blogspot.com.br/

Bruna Médici disse...

Olá, muito prazer em conhecer esse site/página
Sou Bruna Barbosa Médici Loureiro
E queria saber se tem algum problema eu utilizar as imagens dessa postagem em meu trabalho de graduação que vou lançar em breve como livro?
Tem algum problema no que diz respeito aos direitos autorais?

©2007 '' Por Elke di Barros